segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

O evangelho de Patmos

Lição 1
29 de dezembro a 04 de janeiro
O evangelho de Patmos
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Ap 20–22
VERSO PARA MEMORIZAR: “Bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo” (Ap 1:3).
LEITURAS DA SEMANA: Ap 1:1-8; Jo 14:1-3, 29; Dt 29:29; Rm 1:7; Fp 3:20; Dn 7:13, 14
As profecias do Apocalipse foram reveladas em visão ao apóstolo João há mais de 19 séculos, durante seu exílio em uma pequena ilha rochosa no Mar Egeu, conhecida como Patmos (Ap 1:9). Em Apocalipse 1:3, é pronunciada uma bênção aos que leem, ouvem e obedecem aos ensinos desse livro (compare com Lc 6:47, 48). Esse versículo se refere à congregação reunida na igreja para ouvir as mensagens.  No entanto, a abenção não é prometida somente aos que leem ou ouvem mas também aos que obedecem às palavras do livro (veja Ap 22:7).
As profecias do Apocalipse são uma expressão do cuidado de Deus para com Seu povo. Elas nos mostram a brevidade e fragilidade da vida, a salvação em Jesus e o nosso chamado para propagar o evangelho.
As profecias bíblicas são como uma lâmpada que brilha em lugar escuro (2Pe 1:19). Elas têm o objetivo de orientar nossa vida hoje e dar esperança para o futuro. Precisaremos desse guia profético até a vinda de Cristo e o estabelecimento do eterno reino de Deus.
De que maneira podemos nos manter comprometidos com Deus no tempo do fim? Coloque #PrimeiroDeus em sua vida. Ore, estude a Bíblia e alcance pessoas para Cristo.
Domingo, 30 de dezembro
Ano Bíblico: Repassar o Novo Testamento
O título do livro
1. De acordo com Apocalipse 1:1, 2, qual é o significado do título completo do livro? Tendo como base o título, sobre quem realmente fala o livro?
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O texto de Apocalipse 1:1 declara o título do livro: “Revelação de Jesus Cristo”. A palavra revelação vem do termo grego apokalupsis (apocalipse), que significa “descobrir” ou “revelar”. O Apocalipse é uma revelação de Jesus Cristo; é tanto da parte Dele quanto sobre Ele. Embora tenha vindo de Deus por meio de Jesus Cristo (veja Ap 22:16), o livro testifica que Jesus também é o foco de seu conteúdo. O Apocalipse é Sua autorrevelação para Seu povo e uma expressão de Seu cuidado para com ele.
Jesus é a figura central do Apocalipse. O livro começa e termina com Ele (Ap 1:5-8; Ap 22:12-16). “Deixemos que Daniel fale, que fale o Apocalipse e digam a verdade. Mas seja qual for o aspecto do assunto apresentado, ele vai a Jesus como o centro de toda a esperança, ‘a Raiz e a Geração de Davi, a resplandecente Estrela da Manhã’” (Ellen G. White, Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 118).
Além disso, o Jesus do Apocalipse é o Jesus dos quatro evangelhos. O Apocalipse dá continuidade à descrição de Jesus e de Sua obra de salvação em favor de Seu povo, conforme primeiramente retratada nos evangelhos. O livro do Apocalipse se concentra em diferentes aspectos de Sua existência e ministério. Essencialmente, ele começa onde os evangelhos terminam, com a ressurreição de Jesus e Sua ascensão ao Céu.
Juntamente com a epístola aos Hebreus, o Apocalipse enfatiza o ministério celestial de Jesus. Ele mostra que, após Sua ascensão, Cristo foi empossado em Seu ministério real e sacerdotal no santuário celeste. Sem o Apocalipse ou o livro de Hebreus, seria muito limitado o nosso conhecimento do ministério sumo sacerdotal de Cristo no Céu em favor de Seu povo. No entanto, além do livro de Hebreus, o livro do Apocalipse nos apresenta uma perspectiva singular do ministério de Jesus Cristo em nosso favor.
De acordo com João 14:1 a 3, o que Jesus está fazendo por nós hoje no Céu? Que esperança essa maravilhosa promessa pode nos trazer?
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Segunda-feira, 31 de dezembro
Ano Bíblico: Vista geral de toda a Bíblia
O propósito do livro
O livro do Apocalipse também nos declara que seu propósito é revelar eventos futuros (Ap 1:1), a partir da época em que o próprio livro foi escrito. Qualquer pessoa familiarizada com o Apocalipse notará que a predição dos eventos, tenham eles já sido cumpridos (pelo menos da nossa perspectiva hoje) ou sejam eles eventos ainda futuros, ocupam a maior parte do conteúdo do livro.
O objetivo principal das profecias bíblicas é assegurar-nos que, independentemente dos acontecimentos futuros, Deus está no controle. O Apocalipse faz exatamente isso: ele nos dá a certeza de que Jesus Cristo tem estado com Seu povo durante toda a História do mundo e em meio aos aterradores eventos finais.
Consequentemente, as profecias do Apocalipse têm dois propósitos práticos: ensinar-nos a viver hoje e nos preparar para o futuro.
2. Leia Deuteronômio 29:29. Por que algumas coisas não são reveladas a nós? Qual é o propósito das coisas reveladas? Veja também Ap 22:7.
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As profecias do Apocalipse relacionadas ao tempo do fim não são reveladas para satisfazer nossa obsessiva curiosidade quanto ao futuro. O livro revela somente os aspectos do futuro importantes ao nosso conhecimento. Eles são revelados para nos impressionar em relação à seriedade do que ocorrerá, a fim de que possamos perceber nossa dependência de Deus e, nessa dependência, obedecer a Ele.
Durante séculos, especulações e sensacionalismo em escala ainda maior acompanharam muito do ensino acerca dos eventos do tempo do fim. Fortunas foram feitas por aqueles que, prevendo o fim imediato, alarmaram pessoas para que dessem dinheiro ao seu ministério, pois o fim estava próximo. Porém, em cada uma dessas ocasiões o fim não veio, e as pessoas ficaram desiludidas e desencorajadas. Como ocorre com todas as coisas boas que Deus nos deu, as profecias também podem ser mal utilizadas e mal interpretadas.
Que princípio fundamental encontramos em João 14:29 para o propósito das profecias?
Terça-feira, 01 de janeiro
Ano Bíblico: Gn 1–3
A linguagem simbólica do Apocalipse
3. O que as visões de Apocalipse 13:1, Daniel 7:1-3 e Ezequiel 1:1-14 têm em comum? Assinale a alternativa correta:
A. (  ) Elas falam de quatro animais
B. (  ) Elas têm uma linguagem simbólica
Em Apocalipse 1:1, também declara-se: “Ele enviou o Seu anjo para torná-la conhecida ao Seu servo João” (NVI). Encontramos aqui uma expressão muito importante no livro. A frase tornar conhecida é uma tradução da palavra grega semain?, que significa “mostrar por sinais simbólicos”. Essa palavra é usada na tradução grega do Antigo Testamento (a Septuaginta), na qual Daniel explicou ao rei Nabucodonosor que, pela estátua feita de ouro, prata, bronze e ferro, Deus “fez saber ao rei o que [haveria] de ser futuramente” (Dn 2:45). Ao empregar a mesma palavra, João declarou que as cenas e os eventos do Apocalipse foram mostrados a ele em visão por meio de apresentações simbólicas. Guiado pelo Espírito Santo, João registrou fielmente essas apresentações simbólicas conforme as tinha observado nas visões (Ap 1:2).
Portanto, a linguagem das profecias do Apocalipse, em sua maioria, não deve ser interpretada literalmente. Via de regra, a leitura da Bíblia pressupõe uma compreensão literal do texto (a menos que o texto aponte para um simbolismo pretendido). Mas quando lemos o Apocalipse, precisamos interpretá-lo simbolicamente (a menos que o texto aponte para um significado literal). Embora as cenas e eventos preditos sejam reais, eles geralmente eram expressados em linguagem simbólica.
Ter em mente que o caráter do Apocalipse é, em grande parte, simbólico nos protegerá contra a distorção da mensagem profética. Ao tentarmos determinar o significado dos símbolos empregados no livro, devemos ter cuidado para não impor ao texto um significado que resulte da imaginação humana ou dos significados atuais desses símbolos. Em vez disso, devemos ir à Bíblia e aos símbolos encontrados em suas páginas para compreender os símbolos do Apocalipse.
Na verdade, ao tentar desvendar o significado desses símbolos, devemos lembrar que a maioria deles foi tirada do Antigo Testamento. Ao retratar o futuro na linguagem do passado, Deus quis imprimir em nossa mente que Seus atos de salvação no futuro serão muito semelhantes aos Seus atos de salvação no passado. O que Ele fez pelo Seu povo no passado, fará por ele novamente no futuro. Ao tentar decodificar os símbolos e imagens do Apocalipse, devemos começar prestando atenção ao Antigo Testamento.
Quarta-feira, 02 de janeiro
Ano Bíblico: Gn 4–7
A Divindade
O Apocalipse começa com uma saudação semelhante às saudações encontradas nas cartas de Paulo. O livro foi evidentemente enviado em forma de carta às sete igrejas na Ásia Menor, nos dias de João (veja Ap 1:11). No entanto, o Apocalipse não foi escrito apenas para essas igrejas, mas para todas as gerações de cristãos ao longo da História.
4. Leia Apocalipse 1:4, 5 e Romanos 1:7. Qual saudação comum encontramos em ambos os textos? Da parte de quem a saudação foi dada? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A. (  ) “Graça e paz”; da parte de Deus.
B. (  ) “Felicidade e prosperidade”; da parte de Paulo.
Ambos os textos apresentam uma saudação epistolar: “Graça e paz a vós outros”. Essa expressão consiste na saudação grega charis (graça) e na saudação hebraica shalom (paz, bem-estar). Como podemos ver, a partir desses textos, os Doadores da graça e da paz são as três Pessoas da Divindade.
Deus, o Pai, é identificado como Aquele “que é, que era e que há de vir” (veja Ap 1:8; 4:8). Isso se refere ao nome divino Yahweh: “EU SOU O QUE SOU” (Êx 3:14), uma referência à existência eterna de Deus.
O Espírito Santo é referido como os “sete espíritos” (compare com Ap 4:5; 5:6). Sete é o número da plenitude. Os “sete espíritos” indicam que o Espírito Santo estava atuando em todas as sete igrejas. Essa imagem se refere à onipresença do Espírito Santo e Sua constante atuação entre o povo de Deus através da História, habilitando-o a cumprir sua vocação.
Jesus é identificado por três títulos: “a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da Terra” (Ap 1:5). Eles se referem à Sua morte na cruz, à Sua ressurreição e ao Seu reino no Céu. João declarou o que Jesus fez: Ele “nos ama, e em Seu sangue nos lavou dos nossos pecados, e nos fez reis e sacerdotes para Deus e Seu Pai” (Ap 1:5, 6; ARC).
No original grego, a expressão “nos ama” se refere ao amor constante de Cristo, que envolve passado, presente e futuro. Aquele que nos ama nos libertou dos nossos pecados pelo Seu sangue. No grego, o verbo “libertar” se refere a um ato completado no passado: quando Jesus morreu na cruz, Ele proveu uma completa e perfeita expiação pelos nossos pecados.
Em Efésios 2:6 e Filipenses 3:20, são descritos os que serão ressuscitados e se assentarão com Jesus nos lugares celestiais. O que isso significa? Como podemos desfrutar desse status glorioso de “reis e sacerdotes” (Ap 1:6, ARC)? Esse fato deve influenciar nossa maneira de viver?

Quinta-feira, 03 de janeiro
Ano Bíblico: Gn 8–11
A nota tônica do Apocalipse
A conclusão do prólogo do Apocalipse indica o verdadeiro foco de todo o livro: o retorno de Jesus em poder e glória. A promessa da vinda de Cristo é reiterada três vezes na conclusão do livro (Ap 22:7, 12, 20).
5. Leia Apocalipse 1:7, 8. O estilo das palavras desse texto é derivado de vários textos proféticos: Daniel 7:13, 14; Zacarias 12:10; Mateus 24:30. O que essas passagens revelam sobre a certeza da segunda vinda de Cristo?
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No Apocalipse, a segunda vinda de Cristo é o ponto final rumo ao qual a história se dirige. Esse evento marcará a conclusão da história do mundo e o início do reino eterno de Deus bem como a libertação de todo mal, angústia, dor e morte.
Como no restante do Novo Testamento, em Apocalipse 1:7, aponta-­­se para a vinda literal e pessoal de Cristo em majestade e glória. Todo ser humano vivo, incluindo aqueles que “O traspassaram”, testemunhará Sua vinda. Essas palavras indicam uma ressurreição especial de certas pessoas antes do retorno de Cristo, o que inclui os que O crucificaram. Com Sua vinda, Jesus trará libertação aos que O aguardam. No entanto, Ele trará também juízo aos que rejeitaram Sua misericórdia e Seu amor.
A certeza da vinda de Cristo é confirmada com as palavras “Certamente. Amém!” (Ap 1:7). A palavra “certamente” é a tradução do termo grego nai; “amém” é uma expressão hebraica com o sentido de confirmação. Juntas, essas duas palavras expressam certeza. Elas também encerram o livro com duas afirmações semelhantes (veja Ap 22:20).
“Mais de dezoito séculos se passaram desde que o Salvador prometeu voltar. Ao longo dos séculos, Suas palavras têm enchido de ânimo o coração de Seus fiéis. A promessa ainda não foi cumprida: a voz do Doador da vida ainda não chamou os santos adormecidos de suas sepulturas; mas nem por isso deixa de ser segura a palavra proferida. Em Seu tempo, Deus cumprirá Sua palavra. Ficaremos fatigados hoje? Devemos perder nossa fé estando tão perto do mundo eterno? Alguém dirá que a cidade ainda está muito longe? Não, não! Um pouco mais e veremos o rei em Sua beleza. Um pouco mais, e Ele enxugará todas as lágrimas dos nossos olhos. Um pouco mais, e Ele nos apresentará, ‘com exultação, imaculados diante da Sua glória’” (Ellen G. White, The Advent Review and Sabbath Herald, 13 de novembro, 1913).
Uma promessa feita é tão sólida quanto a integridade da pessoa que a fez e sua capacidade de cumpri-la. Cristo prometeu voltar. No passado, Ele cumpriu todas as Suas outras promessas. Esse fato dá a certeza de que Jesus retornará, como prometeu?

Sexta-feira, 04 de janeiro
Ano Bíblico: Gn 12–15
Estudo adicional
Leia o capítulo “O Estudo dos Livros de Daniel e Apocalipse”, do livro Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, de Ellen G. White, p. 112-119.
“Essa revelação foi dada para orientação e conforto da igreja através da dispensação cristã […]. Uma revelação é algo que foi desvendado. O próprio Senhor revelou a Seu servo os mistérios contidos nesse livro, e propõe que seja aberto ao estudo de todos. Suas verdades são dirigidas aos que vivem nos últimos dias da história da Terra, como o foram aos que viviam nos dias de João. Algumas das cenas descritas nessa profecia estão no passado e algumas estão agora acontecendo; algumas nos apresentam o fim do grande conflito entre os poderes das trevas e o Príncipe do Céu, e algumas revelam os triunfos e o regozijo dos remidos na Terra renovada.
“Que ninguém pense que, por não poder explicar o significado de cada símbolo do Apocalipse, seja inútil para essa pessoa estudar esse livro numa tentativa de conhecer o significado da verdade que ele apresenta. Aquele que revelou esses mistérios a João dará ao diligente pesquisador da verdade um antegozo das coisas celestiais. Aqueles cujo coração estiver aberto à recepção da verdade serão capacitados a compreender seus ensinos, e lhes será garantida a bênção prometida aos que ‘ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas’ (Ap 1:3)” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 583-585).
Perguntas para discussão
1. Se o Apocalipse é a revelação de Jesus Cristo, por que a palavra “Apocalipse” tem um significado negativo hoje? O que isso revela sobre a percepção popular do Apocalipse entre os cristãos? Por que a palavra “medo” é frequentemente associada às profecias desse livro?
2. Pense em algumas das fracassadas previsões dos últimos 20 anos em relação aos eventos finais. Independentemente do coração das pessoas ou dos motivos para fazerem essas predições, quais foram os resultados negativos delas? Como se sentiram os que acreditaram nessas predições? Por causa dessas profecias não cumpridas, como os cristãos são vistos pelos incrédulos? Como podemos, como pessoas que creem na profecia e que procuram os eventos finais como sinais, ter o equilíbrio em nossa maneira de compreender a profecia e ensiná-la?
Respostas e atividades da semana:
1. Revelação de Jesus Cristo. O livro é sobre Jesus e Seu retorno.
2. Porque elas não são essenciais à nossa salvação. O propósito das coisas reveladas a nós é que reconheçamos nossa dependência de Deus e cumpramos a palavra da profecia.
3. B.
4. V; F.
5. A segunda vinda de Cristo é certa. Todos os povos. O verão em poder e glória e o Seu reino será eterno.

Resumo da Lição 1
O evangelho de Patmos
Lição 1
Parte I: Resumo
Texto-chave: Apocalipse 1:1
Foco de estudo: Nesta lição, nosso foco será o prefácio (Ap 1:1-8) e o livro de Apocalipse como um todo.
Introdução: O prefácio de Apocalipse (Ap 1:1-8) introduz os temas principais do livro numa linguagem relativamente simples. Esses versículos não contêm bestas aterrorizantes, jornadas celestiais, nem sequências que se desdobram em sete; em vez disso, descrevem como o livro chegou ali (Ap 1:1-3), quem o enviou (Ap 1:4-6), e como os eventos descritos se desdobrarão (Ap 1:7, 8). O prefácio expressa a centralidade de Jesus Cristo em toda a obra e prepara o leitor para o que vai acontecer numa linguagem direta.
Temas da lição: O prefácio de Apocalipse introduz os seguintes temas:
  • Jesus é a figura central do Apocalipse. O título do livro (Ap 1:1), as características e ações de Jesus (Ap 1:5, 6) e Seu papel central na segunda vinda (Ap 1:7) deixam isso evidente.
  • O livro fala de eventos futuros. Esses eventos não são apenas do tempo do fim. Na verdade, a maioria dos acontecimentos descritos, em relação à época de João, eram ainda eventos futuros (Ap 1:1).
  • A visão é dada em linguagem simbólica. Esse fato fica evidente a partir de uma das palavras-chave de Apocalipse 1:1 e sua referência a Daniel 2.
  • A natureza tríplice de Deus. Há uma “trindade tripla” de pessoas, qualidades e ações em Apocalipse 1:4-6.
  • O retorno de Jesus. Apocalipse 1:7, 8 aborda o clímax de todos os eventos descritos no livro.
Aplicação para a vida: As perguntas ao final da seção comentário convidam os alunos a equilibrarem os conceitos de uma leitura adventista do sétimo dia de Apocalipse com a centralidade de Jesus Cristo na narrativa do fim dos tempos.
Parte II: Comentário
O resumo da Lição do Aluno nos diz que todo o conjunto de lições baseia-se no conceito adventista do sétimo dia de inspiração, no método historicista de interpretação profética, na estrutura organizacional singular do Apocalipse e numa abordagem de interpretação centralizada em Cristo.
O método historicista fundamenta-se na estrutura do próprio Apocalipse. O livro começa com as sete igrejas (Ap 1:9-3:22), que primeiramente dizem respeito à época de João. Por outro lado, os selos e as trombetas abrangem desde o período de João até o fim dos tempos (Ap 4:1-11:18). A última parte do livro (Ap 11:19-22:5) enfatiza quase que de forma exclusiva os últimos dias da história deste mundo e além. Esse método também se baseia na referência a Daniel 2 no primeiro versículo do livro (veja a explanação desse ponto no tema 3 abaixo).
Explanação dos principais temas da Lição 1:
I. Jesus é a figura central de Apocalipse (Ap 1:1, 5-7).
O livro começa com uma cadeia de revelações cujo centro é Jesus. Ele é a primeira Pessoa mencionada no livro e é quem transmite a revelação a João (Ap 1:1). O que Deus deu a Jesus é chamado de “revelação de Jesus Cristo” (Ap 1:1). O que Jesus transmitiu a João é chamado de “testemunho de Jesus” (Ap 1:2), “tudo o que viu” (grego: hosa eiden). O que João transmitiu a seus leitores foram “as palavras da profecia” (Ap 1:3), isto é, o que ele escreveu.
Essa cadeia de revelações é importante para os adventistas do sétimo dia, pois indica claramente que o “testemunho de Jesus” não é o livro de Apocalipse em si, que é o que João escreveu, mas sim o dom de visão dado a João (Ap 1:2). O remanescente de Apocalipse 12:17 mais tarde também teria o “testemunho de Jesus”, um dom de visão semelhante ao que teve o apóstolo.
Assim, o prefácio aponta para Jesus como a figura central de Apocalipse. O livro é uma revelação de Jesus sobre Jesus (Ap 1:1). Jesus qualifica-Se para esse papel especial por causa de Sua morte, ressurreição e reinado celestial (Ap 1:5). No final, Ele virá com as nuvens (Ap 1:7).
II. O livro fala de eventos futuros.
Apocalipse 1:1 diz que um dos principais propósitos do livro é “mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer”. Na perspectiva de João, esses eventos estão no futuro, mas o que o texto quer dizer com “em breve”? Os dois mil anos passados desde que o livro foi escrito não parecem breves! Portanto, a expressão “em breve” indica claramente a perspectiva de Deus, para quem um dia é como mil anos (2Pd 3:8).
Contudo, na nossa perspectiva o retorno de Jesus também sempre foi algo a acontecer em breve. Não sabemos quando Jesus de fato virá, mas sabemos que, em se tratando de nossa própria experiência pessoal (Ec 9:5), Ele virá no instante após nossa morte. Para cada um de nós, individualmente, a segunda vinda parecerá acontecer poucos momentos após a morte, por isso, a oportunidade de nos preparamos para Sua vinda é agora, em vez de em algum momento futuro. Se a volta de Jesus não fosse retratada como algo que se dará em breve, muitos adiariam o preparo para esse acontecimento.
III. A visão é dada em linguagem simbólica. Em geral, o melhor modo de abordagem das Escrituras é considerar tudo de forma literal, a menos que esteja claro tratar-se de um simbolismo. Em Apocalipse, o primeiro versículo indica uma abordagem contrária, haja vista que ele nos diz que toda a visão dada a João foi “notificada” (Ap 1:1; do grego: esêmanen) por Deus ou Jesus. A principal definição da palavra “notificada” é tornar algo conhecido por meio de sinais, dizeres ou ações (grifo nosso). Sendo assim, em Apocalipse a melhor forma de abordagem do texto é tratar tudo como símbolo, a menos que esteja claro que se trata de um significado literal (por exemplo, “Jesus Cristo” em Apocalipse 1:1 deve ser considerado literalmente).
Essa percepção toma uma forma ainda mais clara quando o leitor descobre uma referência a Daniel 2 no primeiro versículo do livro, tendo em vista que essa passagem bíblica é a única além de Apocalipse 1:1 que combina a palavra “notificada” com a expressão incomum “as coisas que em breve devem acontecer” (Ap 1:1, do grego: a dei genesthai). O sonho da grande estátua de Nabucodonosor exemplifica o incidente no qual Deus “notificou” (Ap 1:1) a ele o que aconteceria nos últimos dias. O que aconteceria “nos últimos dias” em Daniel é “em breve” em Apocalipse.
Portanto, logo no início do livro há uma referência clara a Daniel 2 que liga os dois livros como volumes complementares. Apocalipse faz alusão a vários profetas, porém, existe um elo especial entre Apocalipse e o livro de Daniel. Então, deve-se esperar que ao menos alguns dos simbolismos de Apocalipse apontem para sequências históricas que vão desde a época do profeta até o tempo do fim. Nem tudo em Daniel é escatológico, mas grande parte o é, e esse também é o caso em Apocalipse.
IV. A natureza tríplice de Deus
Apocalipse 1:4-6 inicia o livro com o que poderia chamar-se de uma “trindade tripla”. Primeiramente, há uma “trindade” de Pessoas: o Pai (Aquele que é, era e que há de vir), o Espírito Santo (representado pelos sete Espíritos) e Jesus Cristo. Jesus Cristo é mencionado por último, pois Ele é o Sujeito das duas “trindades” seguintes.
Em seguida está uma trindade de qualidades que fundamentam o papel de Jesus em Apocalipse. Ele é Aquele que foi morto (Ele é a Fiel Testemunha/mártir - do grego: martus), ressuscitou (o “Primogênito dos mortos”) e juntou-Se ao Pai no Seu trono (“Soberano dos reis da terra”). A morte e a ressurreição de Jesus proveem a base de Seu reinado celestial.
A última “trindade” é a de ações. Jesus nos ama (tempo presente do grego), nos libertou ou “nos lavou” (duas palavras gregas diferentes de mesma pronúncia, mas com uma letra diferente), de nossos pecados com Seu sangue, e nos constituiu reis, sacerdotes para Deus. O impacto supremo do amor de Jesus, conforme expressado em Sua morte e ressurreição, é alçar Seu povo ao nível mais elevado possível: reis e sacerdotes.
V. O retorno de Jesus
A descrição do retorno de Jesus em Apocalipse 1:7 baseia-se em referências a Daniel 7 e a Zacarias 12. O Sujeito de Apocalipse 1:7 refere-se claramente a Jesus, visto que é o Sujeito dos dois versículos anteriores. “Vem com as nuvens” relembra o Filho do Homem que foi com as nuvens do céu até o Ancião de Dias e recebeu domínio sobre os reinos da Terra (Dn 7:13, 14). Em Apocalipse, o direito de Jesus de governar a Terra é reconhecido no Céu na Sua ascensão (Ap 5) e na Terra na segunda vinda (Ap 1:7).
A referência a Zacarias é particularmente interessante. Observe os paralelos entre Zacarias 12 e o livro de Apocalipse. Em Zacarias 12:7, 8 é Yahweh que vem, ao passo que em Apocalipse quem vem é Jesus. Em Zacarias 12:10, é Yahweh que é traspassado; em Apocalipse é Jesus. Em Zacarias, quem vê Deus vir são os habitantes de Jerusalém (Zc 12:8-10); em Apocalipse, toda a Terra O vê. Em Zacarias 12:11, 12 são as tribos de Jerusalém que pranteiam; em Apocalipse, são as tribos de toda a Terra.
Portanto, na aplicação do Antigo Testamento em Apocalipse, há uma mudança na ênfase de Yahweh para Jesus, e uma mudança semelhante das coisas literais e locais de Israel para o impacto espiritual global do evangelho e da igreja.
Parte 3: Aplicação para a vida
  • O foco da lição é o início do livro de Apocalipse, ou seu prefácio (Ap 1:1-8). Uma forma de começar a lição seria perguntando: qual é sua introdução de história bíblica favorita? Talvez os alunos respondam: “o bebê Moisés nos juncos”, “o teste de alimentação de Daniel e seus três amigos em Daniel 1”, “a unção de Davi, o menino pastor” ou “anjos visitando os pastores no nascimento de Jesus”. Como a introdução de uma história bíblica ou de um livro afeta o modo como você entende o restante da história?
A lição chama atenção para duas coisas que os alunos podem sentir que estejam em desequilíbrio: (a) a centralidade de Jesus Cristo, e (b) a valorização da leitura historicista adventista do sétimo dia de Apocalipse. O professor pode convidar seus alunos a lutar com essa tensão fazendo perguntas como: Que valor oferece a abordagem singular adventista do sétimo dia no mundo atual? Como equilibrar a articulação dos detalhes históricos da leitura adventista do sétimo dia de Apocalipse e a elevação de Jesus Cristo como o centro de toda esperança? Algumas respostas à primeira dessas perguntas: A visão adventista do sétimo dia (a) responde as três grandes perguntas filosóficas: Quem sou eu? De onde venho? Para onde vou? (b) nos ajuda a ver a mão de Deus na história; (c) nos dá a confiança de que em meio ao caos Deus ainda está no controle da história; e (d) nos dá a confiança de que, devido a Deus estar ativo na história, a esperança que temos também é real.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Restauração final da unidade

Lição 13
22 a 28 de dezembro
Restauração final da unidade
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Ap 1–3
VERSO PARA MEMORIZAR: “Nós, porém, segundo a Sua promessa, esperamos novos céus e nova Terra, nos quais habita justiça” (2Pe 3:13).
LEITURAS DA SEMANA: Jo 14:1-3; Is 11:1-10; 35:4-10; Ap 21:1-5; 22:1-5; 1Ts 4:13-18
Uma das maiores promessas da Bíblia é a de que Jesus virá outra vez. Sem ela, não teríamos nada, pois nossas esperanças estão centralizadas nessa promessa e em seu significado para nós. Quando Cristo retornar nas nuvens do Céu, tudo o que é terrestre e de origem humana e, portanto, temporário e às vezes insignificante, será destruído. Após o milênio no Céu, esta Terra, com suas guerras, fome, doenças e tragédias, será renovada e se tornará a morada dos remidos, finalmente reunidos com o Senhor e uns com os outros.
A esperança na segunda vinda de Cristo é um assunto muito importante do Novo Testamento e, durante séculos, os cristãos têm desejado o cumprimento dessa promessa. Como adventistas do sétimo dia, também almejamos Seu retorno. De fato, nosso nome proclama essa esperança.
Nesta última lição, examinaremos essa promessa e o que ela significa para a unidade cristã. Nossa unidade em Cristo é muitas vezes ameaçada pelas nossas limitações e fraquezas humanas. Contudo, não precisaremos mais buscar soluções para nossas divisões, pois não mais haverá desunião. No segundo advento de Cristo, seremos um com o Senhor, finalmente reunidos, formando uma família restaurada.
Domingo, 23 de dezembro
Ano Bíblico: Ap 4–6
A certeza da volta de Cristo
1. João 14:1-3 é a promessa mais conhecida da segunda vinda de Jesus. Como será a vida dos remidos na nova Terra? Assinale a alternativa correta:
A.(   ) Eles viverão com a lembrança da destruição dos ímpios.
B.(   ) Eles serão recebidos por Jesus e morarão com Ele.
Os primeiros cristãos consideravam a volta de Cristo a “bendita esperança” (Tt 2:13). Eles esperavam que todas as profecias e promessas das Escrituras fossem cumpridas no segundo advento, pois esse é o verdadeiro objetivo da peregrinação cristã. Todos os que amam a Cristo aguardam o dia em que poderão compartilhar de uma comunhão face a face com Ele. Esses versículos sugerem uma proximidade e intimidade da qual compartilharemos não só com Jesus, mas também uns com os outros.
Os cristãos creem nessa promessa porque a Bíblia assegura seu cumprimento. Temos essa certeza porque acreditamos nas palavras de Jesus: “Voltarei” (Jo 14:3). Assim como a primeira vinda de Cristo foi profetizada, Sua segunda vinda também foi predita, mesmo no Antigo Testamento. Antes do Dilúvio, Deus disse ao patriarca Enoque que a vinda do Messias em glória acabaria com o pecado. Ele profetizou: “Eis que veio o Senhor entre Suas santas miríades, para exercer juízo contra todos e para fazer convictos todos os ímpios, acerca de todas as obras ímpias que impiamente praticaram e acerca de todas as palavras insolentes que ímpios pecadores proferiram contra Ele” (Jd 14, 15).
Mil anos antes de Jesus vir a esta Terra, o rei Davi também profetizou que a vinda do Messias reuniria o povo de Deus. “Vem o nosso Deus e não guarda silêncio; perante Ele arde um fogo devorador, ao Seu redor esbraveja grande tormenta. Intima os céus lá em cima e a Terra, para julgar o Seu povo. Congregai os Meus santos, os que comigo fizeram aliança por meio de sacrifícios” (Sl 50:3-5).
A segunda vinda de Cristo está intimamente ligada ao Seu primeiro advento. As profecias que predisseram Seu nascimento e ministério (por exemplo, Gn 3:15; Mq 5:2; Is 11:1; Dn 9:25, 26) são o fundamento para nossa esperança e confiança na promessa de Sua segunda vinda. Cristo “Se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de Si mesmo, o pecado [...]. Assim também Cristo, tendo-Se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que O aguardam para a salvação” (Hb 9:26, 28).
Como podemos obter esperança e conforto da promessa da segunda vinda de Cristo?
Segunda-feira, 24 de dezembro
Ano Bíblico: Ap 7–9
A promessa de restauração
2. De acordo com Isaías 11:1-10, que promessa é dada a Israel? O que ela revela sobre a morada eterna dos remidos?
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A Bíblia começa com a história da criação da Terra (Gn 1; 2). O mundo descrito é belo e harmonioso e foi confiado aos nossos primeiros pais, Adão e Eva. Um mundo perfeito e um lar para a humanidade criada por Deus. Os dois últimos capítulos da Bíblia também falam sobre um mundo perfeito e harmonioso criado por Deus para a humanidade redimida (Ap 21; 22), mas, dessa vez, é mais correto dizer “recriação”, a restauração da Terra da ruína do pecado.
Muitas passagens bíblicas declaram que esse eterno lar dos remidos será um lugar real, não uma fantasia da imaginação nem um sonho. Os remidos poderão ver, ouvir, cheirar, tocar e ter uma nova experiência, uma nova vida. A profecia de Isaías 11 anuncia de maneira bela a vinda do Messias, que inaugurará uma nova era. Ele acabará com toda a violência e introduzirá a paz eterna. O reino de Deus nessa nova Terra estabelecerá a harmonia universal.
3. De acordo com Apocalipse 21:1-5, o que desaparecerá para sempre como resultado dessa nova harmonia? Assinale a alternativa correta:
A.(  ) A morte e o sofrimento.
B.(  ) O livre-arbítrio das pessoas.
Ellen White escreveu sobre o que aguarda os remidos: “E, ao transcorrerem os anos da eternidade, haverá mais e mais abundantes e gloriosas revelações de Deus e de Cristo. Assim como o conhecimento é progressivo, também o amor, a reverência e a felicidade aumentarão. Quanto mais as pessoas aprenderem a respeito de Deus, mais admirarão Seu caráter. Ao revelar-lhes Jesus as riquezas da redenção e os surpreendentes feitos do grande conflito com Satanás, o coração dos resgatados baterá com mais forte devoção, e com mais arrebatadora alegria dedilharão as harpas de ouro; e milhares de milhares, e milhões de milhões de vozes se unirão para ampliar o potente coro de louvor” (Ellen G. White, História da Redenção, p. 432, 433).
Como podemos entender o caráter de Deus hoje? De que maneira a vida em harmonia e unidade com os outros revela um pouco do caráter e da natureza de Deus?Terça-feira, 25 de dezembro
Ano Bíblico: Ap 10, 11
Ressurreição e restauração dos relacionamentos
Desde os primórdios da igreja, talvez mais que qualquer outra coisa, a promessa da volta de Cristo tem sustentado o coração do fiel povo de Deus, especialmente durante as provações. Em suas terríveis lutas, tristezas e dores inconsoláveis, eles tinham a esperança do retorno de Cristo e as maravilhosas promessas que o segundo advento contém.
4. De acordo com 1 Tessalonicenses 4:13-18, quais promessas estão incluídas nessa passagem? O que isso revela sobre a esperança da restauração de relacionamentos?
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A segunda vinda de Cristo impactará a humanidade de maneira profunda. Um aspecto importante do estabelecimento do reino de Deus é a reunião dos eleitos. “Ele enviará Seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os Seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mt 24:31). No momento dessa reunião, os justos mortos ressuscitarão e receberão a imortalidade (1Co 15:52, 53). “Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts 4:16). Esse é o momento que todos aguardamos. Os ressuscitados se reunirão com os que anseiam sua presença e amor. Assim Paulo se alegrou com esse evento: “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1Co 15:55).
O corpo enfermo, envelhecido e desfigurado que desceu ao túmulo não se levantará na ressurreição, mas sim o corpo novo, imortal e perfeito, não mais marcado pelo pecado que causou sua deterioração. Os santos ressuscitados experimentarão a conclusão da divina obra de restauração, refletindo a perfeita imagem de Deus planejada na criação (Gn 1:26; 1Co 15:46-49).
No momento do segundo advento de Jesus, quando os mortos redimidos ressuscitarem, os justos vivos na Terra serão transformados e também receberão um corpo novo e perfeito. “Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade” (1Co 15:53). Então, esses dois grupos de remidos, os justos ressuscitados e os transformados, serão “arrebatados [...], entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim”, estarão “para sempre com o Senhor” (1Ts 4:17).
Em nossa era científica, alguns cristãos tentam encontrar uma explicação natural para tudo, até para os milagres. Tendo em mente a promessa da ressurreição, por que apenas os atos sobrenaturais de Deus podem nos salvar?
Quarta-feira, 26 de dezembro
Ano Bíblico: Ap 12–14
Uma nova Terra para os remidos
Eis que Eu crio novos céus e nova Terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas” (Is 65:17). Isaías e João (Ap 21:1) tiveram uma visão da nova Terra prometida aos salvos.
5. Considere a descrição da Nova Jerusalém, em Apocalipse 21:2, 9-27. O que esses textos sugerem sobre a unidade e harmonia que existirão ali?
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6. Leia Apocalipse 22:1-5. O rio da água da vida que flui do trono de Deus e a árvore da vida que se estende sobre ele são duas outras características importantes da nova cidade. Qual será o propósito deles na nova Terra? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A. (  ) A árvore da vida servirá para enfeitar a cidade.
B. (  ) As folhas da árvore da vida servirão para a cura das nações.
A árvore da vida, à qual Adão perdeu o acesso mediante sua transgressão (Gn 3:22-24), será restaurada por Cristo na Nova Jerusalém. O acesso a essa árvore é uma das promessas aos vencedores (Ap 2:7). O fato de que ela produz doze espécies de frutos, uma nova espécie a cada mês, sugere uma razão para a profecia de Isaías sobre a nova Terra: “De uma Festa da Lua Nova à outra e de um sábado a outro, virá toda a carne a adorar perante Mim, diz o Senhor” (Is 66:23). A referência à “cura das nações” também ressalta a intenção de Deus de remover todas as barreiras entre os povos e de restaurar a humanidade ao seu propósito original: restaurar todos povos, tribos e nações em uma família indivisível, vivendo em harmonia e paz, unida para glorificar a Deus.
“‘A cura das nações’ se refere figurativamente à remoção das barreiras nacionais e linguísticas e separação [...]. As folhas da árvore da vida curarão a ruptura entre as nações. As nações não mais serão ‘gentílicas’, mas estarão unidas em uma só família como o verdadeiro povo de Deus (compare com 21:24-26). O que Miqueias previu séculos antes será cumprido: ‘Nenhuma nação erguerá a espada contra outra, e não aprenderão mais a guerra. Todo homem poderá sentar-se debaixo da sua videira e debaixo da sua figueira, e ninguém o incomodará’ (Mq 4:3, 4, NVI; compare com Is 2:4). Nas margens do rio da água da vida, os remidos convidarão “seu próximo para assentar-se” (Zc 3:10) com eles debaixo da árvore da vida. A propriedade curativa das folhas da árvore cicatrizará as feridas – étnicas, tribais ou linguísticas – que têm dividido a humanidade por anos” (Ranko Stefanovic, Revelation of Jesus Christ: Commentary on the Book of Revelation, p. 593).
Quinta-feira, 27 de dezembro
Ano Bíblico: Ap 15–17
Vida na nova Terra
7. De acordo com Isaías 35:4-10; 65:21-25, em que sentido a vida futura será diferente da que experimentamos hoje?
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No livro de Isaías, lemos diversas vezes sobre algo novo: “novas coisas” (42:9; 48:6), “cântico novo” (42:10), “coisa nova” (43:19), “um nome novo” (62:2). O capítulo 65 traz uma nova ordem de coisas. Haverá paz e harmonia entre todas as criaturas de Deus. As maldições da aliança na Terra por causa da desobediência e rebelião (veja Lv 26:14-17; Dt 28:30) serão canceladas para sempre, pois não haverá mais pecado. Em vez disso, haverá abundância de bênçãos, casas para morar e comida para apreciar.
Como será a vida em um lugar tão lindo? Algumas pessoas se perguntam se poderemos reconhecer nossos amigos e familiares, depois que nosso corpo receber a imortalidade e for totalmente restaurado à imagem de Deus. Após a ressurreição de Cristo, Seus discípulos foram capazes de reconhecê-Lo. Maria reconheceu Sua voz (Jo 20:11-16). Tomé reconheceu a aparência física de Jesus (Jo 20:27, 28). Os dois discípulos de Emaús reconheceram Seus trejeitos na mesa de jantar (Lc 24:30, 31, 35). Portanto, visto que nosso corpo deverá ser semelhante ao corpo ressuscitado de Cristo, certamente poderemos nos reconhecer e aguardar com ansiedade toda uma eternidade de relacionamentos restaurados. Seguramente podemos supor que continuaremos nossa convivência com os que conhecemos, amamos e que estarão lá conosco.
“Ali os remidos conhecerão como são conhecidos. O amor e simpatias que o próprio Deus plantou no coração encontrarão ali o mais verdadeiro e suave exercício. A comunhão pura com os seres santos, a vida social harmoniosa com os bem-aventurados anjos e com os fiéis de todos os tempos, que lavaram suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro, os sagrados laços que reúnem ‘toda a família nos Céus e na Terra (Ef 3:15, ARC) – tudo isso concorre para constituir a felicidade dos remidos” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 677).
“Por isso, não desanimamos [...]. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (2Co 4:16-18). Neste mundo tão temporário e passageiro, como podemos alcançar e compreender o invisível e o eterno?

Sexta-feira, 28 de dezembro
Ano Bíblico: Ap 18, 19
Estudo adicional
Leia, de Ellen G. White, “Eis que venho sem demora”, p. 355-359, em Conselhos Para a Igreja; “Resurrection” [Ressurreição], p. 1082-1084 e “Heaven and New Earth” [O Céu e a Nova Terra], p. 863, 864, em Ellen G. White Encyclopedia.
“A ressurreição e ascensão de nosso Senhor é uma prova segura do triunfo final dos santos de Deus sobre a morte e a sepultura, e um penhor de que o Céu está aberto para os que lavaram as vestes do caráter e as branquearam no sangue do Cordeiro. [...] Deus levará os que refletem Sua imagem a contemplar Sua glória e dela participar.
“Há ali casas para os peregrinos da Terra. Há vestes para os justos, com coroas de glória e palmas de vitória. Tudo quanto nos tem confundido acerca das providências de Deus será esclarecido no mundo vindouro. As coisas difíceis de serem compreendidas terão então explicação. Os mistérios da graça nos serão desvendados. Naquilo em que nossa mente finita só via confusão e promessas desfeitas, veremos a mais perfeita e bela harmonia. [...]” (Ellen G. White, Conselhos Para a Igreja, p. 358).
Perguntas para discussão
1. Quanto à segunda vinda de Jesus, qual é a singularidade da esperança adventista?
2. Dois peixes estavam nadando quando um perguntou ao outro: “Como está a água?” O outro respondeu: “O que é água?” Podemos nos acostumar tanto com as coisas que não percebemos que elas são predominantes. Sendo pecadores, como compreender a existência que teremos no Céu? Apesar das limitações, por que devemos tentar imaginar como ela será?
3. Evidentemente, seja como for nossa existência na nova Terra, viveremos em unidade com todos. O que podemos fazer para nos preparar para essa realidade?
Resumo: A Bíblia fala com confiança do tempo em que a Terra será recriada e as ruínas do pecado serão eliminadas. Finalmente, a humanidade será restaurada ao seu propósito original, e todos viverão em harmonia. Nossa atual unidade espiritual em Cristo, embora ainda não plenamente percebida, será então uma realidade viva e eterna.
Respostas e atividade da semana: 1. B. 2. Jesus, o renovo de Jessé, estabelecerá justiça e renovará a Terra, eliminando a violência e trazendo paz entre seres humanos e a natureza. Pergunte: O que mais você gostaria de fazer no Céu? 3. A. 4. Na volta de Cristo, os justos mortos ressuscitarão; os vivos justos serão transformados; haverá um reencontro de pessoas e um encontro dos salvos com Cristo. Pergunte: Por que muitos são seduzidos pela crença na reencarnação? 5. Haverá unidade entre os habitantes da cidade e o noivo, o Cordeiro; haverá harmonia até na arquitetura. A glória, a pureza e o caráter de Deus farão parte da cidade. O pecado não se levantará novamente no Céu para trazer desunião e desarmonia. 6. F. V. 7. Não haverá cegueira, surdez nem doenças; não haverá miséria nem violência, mas vida eterna, paz e felicidade. Pergunte: O que você mais gostará na Nova Terra?

Resumo da Lição 13
Restauração final da unidade
TEXTO-CHAVE: 2 Pedro 3:13
O ALUNO DEVERÁ
Saber: Relembrar as promessas de Deus de recriar o mundo e restaurar a unidade e harmonia projetadas originalmente para Sua criação.Sentir: Almejar o tempo em que a unidade em Cristo será alcançada na plenitude.Fazer: Viver com esperança ao aguardar com expectativa o cumprimento das promessas divinas.
ESBOÇO
I. Saber: A certeza da renovação
A. Por que podemos ter a certeza de que Deus cumprirá Suas promessas de um futuro harmonioso?B. O que a descrição dos novos céus e da nova Terra revela sobre o caráter de Deus e Seu ideal para Suas criaturas?
II. Sentir: Almejar a unidade
A. Como você descreveria a diferença entre a vida na Terra renovada e a vida no presente?B. Quando você reflete sobre sua vida e seus relacionamentos, o que mais precisa de renovação?C. O que mais lhe atrai nas descrições que João e os profetas fazem da vida na nova Terra?
III. Fazer: Viver com esperança
A. Você confia na promessa divina de tornar novas todas as coisas? Isso influencia sua vida no presente?B. Como sua esperança se reflete nos seus relacionamentos?
RESUMO: Podemos confiar na promessa de novos céus e nova Terra, onde não haverá nenhum traço de pecado e desarmonia. Na Terra renovada, toda a criação desfrutará a paz e a unidade que Deus projetou originalmente.
CICLO DO APRENDIZADO
Motivação
Focalizando as Escrituras: Apocalipse 21:1-5
Conceito-chave para o crescimento espiritual: Somos chamados a viver com esperança enquanto aguardamos o clímax da história da salvação, quando nossa unidade em Cristo e com toda a criação será plenamente concretizada.
Para o professor: Ao introduzir a lição, focalize a certeza da segunda vinda de Jesus e a promessa divina de novos céus e nova Terra sem pecado. Ajude a classe a concluir que a certeza conduz à esperança que deveria influenciar a vida cristã de forma tangível.
Discussão inicial: Em 22 de outubro de 1844, Guilherme Miller e milhares de outros cristãos aguardavam com expectativa o retorno de Cristo. Enquanto isso, cantavam alegremente e tentavam imaginar como seria estar enfim com seu Senhor.
Miller havia determinado que a profecia dos 2.300 dias se cumpriria naquele dia. Ele supôs que esse cumprimento indicava a data do retorno de Cristo. Almejando estar com Jesus, os mileritas difundiram a notícia da breve volta do Senhor a todos que eles conheciam. Certos da fidelidade divina em cumprir Suas promessas, muitos venderam ou entregaram suas propriedades, tais eram sua certeza e esperança.
Cenas semelhantes ocorreram ao longo da história à medida que outros estudiosos da Bíblia marcaram datas para a volta de Jesus. Embora equivocados quanto à ideia de que qualquer um poderia saber a data da segunda vinda de Cristo, os mileritas e aqueles que continuaram a fixar datas demonstraram que viver na esperança do cumprimento das promessas divinas deveria ter impacto na nossa vida no presente.
Perguntas para discussão
Que diferença fez para os mileritas a expectativa da segunda vinda de Cristo? A certeza da segunda vinda de Jesus fez diferença em sua vida? Há algum problema em não saber a data em que se dará o cumprimento das promessas divinas? Como você pode viver melhor na esperança de uma nova Terra e da restauração dos relacionamentos?
Compreensão
Para o professor: Esta seção contém um estudo sobre a natureza e a abrangência da restauração prometida na Bíblia.
COMENTÁRIO BÍBLICO
I. Novos céus e nova Terra
(Recapitule com a classe Ap 21:1-6.)
Criação e redenção estão indissoluvelmente juntas na narrativa bíblica. Embora nossa atenção seja sempre voltada ao plano da redenção, o relato da criação apresenta o contexto para se entender o projeto da salvação. A narrativa detalha a formação do homem a partir do pó e o toque pessoal do Criador ao soprar vida na forma inerte; e descreve o ideal que Deus tinha em mente para Sua criação: um mundo sem a mancha do pecado, onde a paz e a harmonia reinassem e fosse possível a comunhão face a face com Deus.
Quando o pecado danificou o mundo perfeito da criação divina, já havia um plano para a restauração do ideal divino, plano que envolvia a revelação da perfeição divina no Filho de Deus encarnado, que morreu para tornar possível a reconciliação entre Deus e o ser humano. Mas essa encarnação não foi o fim da história. Os últimos dois capítulos do Apocalipse indicam que Deus irá recriar o mundo a fim de concretizar Seu ideal original de um mundo onde reinem novamente a paz e a harmonia.
A descrição de João dos novos céus e da nova Terra em Apocalipse 21 é construída cuidadosamente. Contém imagens de Isaías (em especial de Isaías 60 e 65) e Ezequiel (em particular de Ezequiel 40–48), bem como temas que a ligam às promessas contidas nas cartas às sete igrejas. Os novos céus e a nova Terra substituem os antigos, que “passaram” (Ap 21:1). O mundo danificado pelo pecado não existe mais.
A passagem diz também que não existe mar na nova Terra. Essa declaração pode parecer incomum para o leitor casual; no entanto, é possível que a palavra “mar” esteja sendo usada como uma metáfora. No pensamento judaico o mar está simbolicamente ligado ao mal, à opressão e àquilo que é assustador (compare com Ap 13:1). Quando João diz que não há mar na nova Terra, está sugerindo que não há mais razão para temer o mal, pois todo traço dele foi removido (veja Ranko Stefanovic, Revelation of Jesus Christ [Apocalipse de Jesus Cristo. Berrien Springs, Mich.: Andrews University Press, 2002, p. 575, 576). Em seguida, a ausência do mal é reforçada na declaração de João de que Deus lhes enxugará toda lágrima porque as causas do sofrimento terão sido removidas juntamente com tudo o que é associado ao antigo modo de vida. Aquilo que destrói os relacionamentos vai passar.
De fundamental importância na descrição que João faz da nova Terra é a declaração de que Deus habitará com os salvos e será o Deus deles. “Portanto, nosso lar eterno será caraterizado pela comunidade no mais amplo sentido. Será o lar não apenas para criaturas, mas para o Deus triúno. Aquele que na eternidade é a comunidade de Pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo, irá agraciar a nova comunidade com a presença divina” (Stanley J. Grenz, Created for Community [Criados Para a Comunidade]. Grand Rapids, Mich.: Baker, 1998, p. 292, 293). Deus caminhava pelo jardim do Éden com Adão e Eva e manifestava Sua presença velada no santuário do Antigo Testamento, mas, em ambas as situações, Sua presença foi retirada. Uma vez removidos todos os traços do que separa Deus do ser humano, seremos novamente capazes de manter comunhão face a face com o Senhor. Ele Se reunirá com Seu povo, e a unidade com Deus trará consigo unidade com o restante dos remidos, quando eles refletirem a imagem divina outra vez.
Pense nisto: O que há de novidade nos novos céus, na nova Terra e na nova Jerusalém? Como essas recriações se relacionam com as criações antigas? João fala sobre a “fonte da água da vida” (Ap 21:6) e o “rio da água da vida” (Ap 22:1, 2), na nova Terra. Que significado tem essa água?
II. Harmonia para toda a criação
(Recapitule com a classe Is 11:1-10.)
É fácil dirigir nossa atenção unicamente aos benefícios da nova Terra, mas fazer isso é desprezar o testemunho mais amplo da Bíblia. A restauração de nosso relacionamento com Deus é somente uma parte da história. Isaías indica que também existirá harmonia com o restante da criação.
Em Isaías 11, vemos que a fidelidade e a justiça de Deus estão no centro de Seu reino. Essas características fundamentam a paz e a harmonia descritas nos versículos 6 a 10. A descrição que Isaías faz da vida na nova Terra apresenta os predadores mais ferozes descansando em paz com os animais domésticos e com os seres humanos. Isaías se conecta com o leitor por meio da cena de uma criança que pastoreia animais domésticos – prática comum na história de Israel, algo que pode ser observado ainda hoje entre os grupos nômades. Nessa passagem, os animais mais perigosos para o rebanho são retratados comendo e descansando com o rebanho no calor do dia. A paz e a harmonia entre toda a criação é realçada ainda mais pela ênfase no fato de uma criancinha poder brincar em segurança com animais que normalmente representariam um grande perigo a um adulto.
Pense nisto: Como Isaías 11:1-5 se relaciona com Isaías 11:6-10? Qual é a relação entre sabedoria, fidelidade, justiça e paz? Que razão é dada para a paz? Nesse contexto, o que significa o conhecimento do Senhor?
Aplicação
Para o professor: O conhecimento sobre a restauração que Deus fará no futuro não deve ser considerado trivial, tampouco uma desculpa para não trabalhar em favor da harmonia entre o povo de Deus no presente. Ajude os alunos a atentar para o impacto que a esperança da renovação e restauração deve ter na vida deles.
Perguntas para reflexão
1. Que impacto tem na sua vida o fato de que a palavra de Deus é verdadeira e digna de confiança?
2. A promessa de que Deus habitará com Seu povo face a face faz diferença em sua vida? Embora não O vejamos agora, Ele está entre nós. Como podemos desfrutar da comunhão com Ele no presente?
3. Se tudo será feito novo, qual é a importância do que fazemos com os recursos ao nosso redor?
4. Compare as promessas às sete igrejas encontradas em Apocalipse 2 e 3 com a descrição da nova Terra em Apocalipse 21 e 22. Que semelhanças existem? O que isso indica sobre o impacto da esperança da restauração em nossa vida?
Criatividade e atividades práticas
Para o professor: Apocalipse 21 e Isaías 11 apresentam um retrato vívido da harmonia e comunidade de que podemos esperar desfrutar na nova Terra. Ajude os alunos a entender a abrangência e realidade dessa harmonia de modo que almejem o que há de vir e compartilhem sua esperança com outros.
Atividades
1. Crie uma colagem ou página de recortes na qual você contraste a realidade dos relacionamentos agora com os relacionamentos descritos na nova Terra.
2. Compartilhe a esperança que você tem de um novo começo com alguém que precisa saber que existe algo além de seus problemas atuais.
Planejando atividades: O que sua classe pode fazer na próxima semana como resposta ao estudo da lição?