Lição 12
15 a 21 de dezembro
Organização e unidade da igreja
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Hb 10, 11
VERSO PARA MEMORIZAR: “Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo” (Mt 20:26, 27).
LEITURAS DA SEMANA: Ef 5:23-27; Mt 16:19; 20:25-28; 28:18-20; Tt 1:9; Gl 6:1, 2
Como adventistas do sétimo dia, somos cristãos protestantes que creem que a salvação ocorre somente pela fé no que Jesus Cristo realizou pela humanidade. Não precisamos de uma igreja nem de uma hierarquia da igreja para receber os benefícios do que Cristo fez por nós. O que obtemos de Cristo, obtemos diretamente Dele, como nosso substituto na cruz e nosso Sumo Sacerdote mediador no santuário celestial.
No entanto, a igreja é uma criação de Deus e Ele a colocou aqui para nós, não como um meio de salvação, mas como um instrumento para nos ajudar a expressar e manifestar essa salvação ao mundo. A igreja é uma organização criada por Jesus para a propagação do evangelho ao mundo. A organização é importante na medida em que solidifica e torna possível a missão da igreja. Sem a organização da igreja, a mensagem da salvação em Cristo não poderia ser comunicada aos outros de maneira tão eficaz. Os líderes da igreja também são importantes, desde que promovam a unidade e deem o exemplo de Jesus.
Nesta semana estudaremos por que a organização da igreja é crucial para a missão e como ela pode promover a unidade da igreja.
Domingo, 16 de dezembro
Ano Bíblico: Hb 12, 13
Cristo, o cabeça da igreja
Como já vimos em uma lição anterior, a igreja é representada no Novo Testamento pela metáfora do corpo. A igreja é o corpo de Cristo. Essa metáfora faz alusão a vários aspectos da igreja e à relação entre Cristo e Seu povo. Como o corpo de Cristo, a igreja depende Dele para existir. Ele é o cabeça (Cl 1:18; Ef 1:22) e a fonte da vida da igreja. Sem Ele, não haveria igreja.
A igreja também deriva de Cristo sua identidade, pois Ele é a fonte, o fundamento e o originador de suas crenças e ensinos. No entanto, por mais cruciais que sejam as crenças e ensinos à identidade da igreja, ela é mais do que isso. Cristo e Sua Palavra revelada nas Escrituras determinam o que é a igreja. Portanto, ela obtém de Cristo sua identidade e significado.
1. Em Efésios 5:23-27, Paulo usou a relação entre Cristo e Sua igreja para ilustrar o relacionamento que deve haver entre marido e mulher. Quais são as principais ideias dessa relação entre Cristo e Sua igreja?
__________________________________________________________________________________________________
Embora haja resistência ao conceito de submissão, por causa da maneira pela qual os líderes nos séculos passados abusaram dele, a igreja deve estar sujeita ao cabeça, Cristo, e à Sua autoridade. Nosso reconhecimento de Cristo como o cabeça da igreja faz com que nos lembremos de que nossa lealdade suprema deve pertencer ao próprio Senhor e a ninguém mais. A igreja deve ser organizada, mas essa organização deve sempre estar subordinada à autoridade de Jesus, o verdadeiro líder da igreja.
“A igreja é edificada tendo Cristo como seu fundamento; deve obedecer a Cristo como sua cabeça. Não tem que confiar em homem, nem ser por homem controlada. Muitos pretendem que uma posição de confiança na igreja lhes dá autoridade para ditar o que outros hão de crer e fazer. Essa pretensão não é sancionada por Deus. O Salvador declara: ‘Todos vós sois irmãos’. Todos estão expostos à tentação e sujeitos ao erro. Em nenhum ser finito podemos confiar quanto à direção. A Rocha da fé é a presença viva de Cristo na igreja. Nela pode confiar o mais débil, e os que mais fortes se julgam se demonstrarão os mais fracos, a não ser que façam de Cristo Sua eficiência” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 414).
É muito fácil depender de seres finitos. Como podemos aprender a depender somente de Cristo?
Segunda-feira, 17 de dezembro
Ano Bíblico: Tiago
Liderança servidora
Durante Seu ministério com os discípulos, Jesus repetidamente vivenciou momentos em que ficou aborrecido pela aparente cobiça que eles tinham por poder. Os apóstolos pareciam estar ansiosos para se tornar líderes poderosos do reino de Jesus (Mc 9:33, 34; Lc 9:46). Mesmo enquanto os discípulos tomavam a última ceia juntos, esses sentimentos de dominação e supremacia eram evidentes entre eles (Lc 22:24).
2. Durante uma dessas ocasiões, Jesus expressou claramente Suas ideias sobre liderança espiritual entre Seu povo. Quais princípios aprendemos com a exortação de Jesus em Mateus 20:25-28? Como podemos manifestá-los em nossa vida, especialmente em nossas igrejas? Assinale a alternativa correta:
A.( ) Os que desejam ser grandes e poderosos devem servir aos outros.
B.( ) Quem deseja ser o maior deve se valer do autoritarismo.
B.( ) Quem deseja ser o maior deve se valer do autoritarismo.
“Nessa passagem concisa, Jesus nos apresentou dois modelos de autoridade. O primeiro é a ideia romana de autoridade. Nesse modelo, a elite se posiciona hierarquicamente acima dos outros. Ela tem o poder de tomar decisões e espera submissão das pessoas abaixo dela. Jesus rejeitou claramente esse modelo de autoridade quando afirmou: “Não é assim entre vós”. Em vez disso, Ele apresentou aos discípulos um modelo de autoridade incrivelmente novo, uma rejeição completa ou inversão do modelo hierárquico com o qual eles estavam familiarizados” (Darius Jankiewicz, “Serving Like Jesus: Authority in God’s Church”; Adventist Review, 13 de março de 2014, p. 18).
O conceito de autoridade que Jesus apresentou nessa história está fundamentado em duas palavras-chave: “servo” (diakonos) e “escravo” (doulos). Em algumas traduções, a primeira palavra, servo, muitas vezes é traduzida como “ministro”, e a segunda, como “servo”. Portanto, ambas as palavras perdem grande parte da força do significado dado por Jesus. Embora Cristo não desejasse abolir todas as estruturas de autoridade, Ele desejava enfatizar que os líderes da igreja devem, antes de tudo, ser servos e escravos do povo de Deus. Sua posição não deve servir para exercer autoridade sobre as pessoas, dominá-las e dar a si mesmos prestígio e reputação. “Cristo estava estabelecendo um reino sobre princípios diferentes. Chamava os homens, não à autoridade, mas ao serviço, e os fortes a sofrer as fraquezas dos fracos. Poder, posição, talento, educação colocavam seus possuidores sob maior dever de servir aos semelhantes” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 550).
Leia João 13:1-20. Qual foi o exemplo de liderança que Jesus deu? O que mais Ele nos ensina nessa passagem? Como manifestar esses princípios em nossas ações dentro e fora da igreja?
Terça-feira, 18 de dezembro
Ano Bíblico: 1 Pedro
Preservando a unidade da igreja
3. Leia 2 Timóteo 2:15 e Tito 1:9. De acordo com os conselhos de Paulo a Timóteo e Tito, quais tarefas essenciais são da responsabilidade de um líder e ancião fiel?
__________________________________________________________________________________________________
Observe a grande ênfase de Paulo em manter as doutrinas e os ensinamentos puros. Isso é essencial para a unidade, especialmente porque, mais do que qualquer outra coisa, nossos ensinos são o que une a nossa igreja. Como adventistas, tendo diferentes trajetórias na vida, culturas e origens, nossa unidade em Cristo se encontra na compreensão da verdade que Ele nos deu. Se nos tornarmos confusos quanto a esses ensinos, o resultado será o caos e a divisão, especialmente à medida que nos aproximamos do fim.
“Na presença de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos por Sua manifestação e por Seu Reino, eu o exorto solenemente: Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina. Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos” (2Tm 4:1-4, NVI).
Com essas palavras, Paulo concentrou seus pensamentos inspirados na segunda vinda de Cristo e no dia do juízo. O apóstolo usou toda a sua autoridade dada por Deus (veja 1Tm 1:1) para dar a Timóteo esse importante conselho. No contexto dos últimos dias, com os abundantes ensinamentos falsos e o aumento da imoralidade, Timóteo devia pregar a Palavra de Deus. Esse era o ministério para o qual ele havia sido chamado.
Como parte de seu ministério de ensino, Timóteo devia repreender, corrigir e exortar. Esses verbos lembram a orientação dada pelas Escrituras (2Tm 3:16). Evidentemente a obra de Timóteo era seguir, ensinar e implementar o que ele tinha encontrado nas Escrituras com longanimidade e paciência. Repreensões duras e severas raramente levam um pecador a Cristo. Ao seguir o que Paulo havia escrito, e fazendo isso sob a orientação do Espírito Santo e com uma atitude de um líder que servia, Timóteo foi uma poderosa força unificadora na igreja.
Como os líderes podem manter a unidade na igreja? Como podemos ser uma força em favor da unidade mesmo em meio a contendas?
Quarta-feira, 19 de dezembro
Ano Bíblico: 2 Pedro
Disciplina da igreja
Um dos principais problemas da organização da igreja é lidar com a disciplina. A maneira pela qual a disciplina preserva a unidade às vezes é uma questão delicada e pode ser mal interpretada. Contudo, da perspectiva bíblica, a disciplina está centrada em duas áreas importantes: preservar a pureza da doutrina e preservar a pureza da vida e da prática.
Como vimos, o Novo Testamento confirma a importância de preservar a pureza do ensino bíblico diante da apostasia e do falso ensino, especialmente no fim dos tempos. O mesmo vale para a preservação da respeitabilidade da comunidade, protegendo-a contra a imoralidade, a desonestidade e a depravação. Por isso, Paulo disse que a Bíblia é “útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2Tm 3:16).
4. De acordo com Mateus 16:19 e 18:15-20, quais princípios Jesus deu à igreja em relação à disciplina e exortação dos culpados?
__________________________________________________________________________________________________
A Bíblia apoia o conceito de disciplina e de nossa responsabilidade de uns para com os outros em nossa vida espiritual e moral. De fato, uma das marcas distintivas da igreja é sua santidade ou separação do mundo. Certamente encontramos na Bíblia muitos exemplos de situações difíceis que exigiram que a igreja atuasse de maneira decisiva contra comportamentos imorais. Os padrões morais devem ser mantidos na igreja.
5. Leia Mateus 7:1-5 e Gálatas 6:1, 2. Quais princípios devemos adotar ao tratar de questões difíceis na igreja? Assinale “V”para verdadeiro ou “F” para falso:
A.( ) Não devemos julgar as pessoas. Devemos corrigi-las com espírito de brandura, levando as cargas uns dos outros.
B.( ) Devemos expor o pecado do que está em erro.
B.( ) Devemos expor o pecado do que está em erro.
Não podemos negar o ensino bíblico sobre a necessidade de disciplina na igreja. Não podemos ser fiéis à Palavra sem ela. Mas observe o caráter redentivo em muitas dessas exortações. Na medida do possível, a disciplina deve trazer salvação. Também precisamos lembrar que somos todos pecadores e que todos necessitamos da graça de Deus. Portanto, quando administramos a disciplina, devemos fazê-lo com humildade e com profunda consciência de nossas falhas.
Ao lidarmos com os que erram, como podemos aprender a agir com uma atitude de redenção mais do que de punição?
Quinta-feira, 20 de dezembro
Ano Bíblico: 1 João
Organizando para a missão
Como vimos ao longo deste trimestre, e vale a pena repetir, fomos organizados e unificados como igreja para a missão e a evangelização. Não somos apenas um clube que reúne pessoas de mentalidade semelhante com o objetivo de reafirmar suas crenças, embora isso também seja importante. Fomos reunidos para compartilhar com o mundo a verdade que passamos a amar.
6. Em Mateus 28:18-20, Jesus deu aos Seus discípulos as instruções finais para a missão deles no mundo. Identifique as palavras-chave da ordem de Jesus. O que essas palavras sugerem para a igreja hoje?
__________________________________________________________________________________________________
A grande comissão de Jesus a Seus discípulos inclui quatro conceitos principais: ir, fazer discípulos, batizar e ensinar. De acordo com a gramática grega, o conceito principal está na expressão “fazer discípulos”, e os outros três verbos indicam como isso pode ser feito. Fazem-se discípulos quando os cristãos vão a todas as nações para pregar o evangelho, batizam pessoas e lhes ensinam a observar o que Jesus disse.
À medida que a igreja responde a essa comissão, o reino de Deus é ampliado e cada vez mais pessoas de todas as nações se juntam às fileiras dos que aceitam Cristo como Salvador. Sua obediência aos mandamentos de Jesus para serem batizados e observarem Seus ensinos cria uma nova família universal. Os novos discípulos também recebem a certeza da presença de Jesus todos os dias ao fazerem mais discípulos. A presença de Cristo é uma promessa da presença de Deus. O Evangelho de Mateus começa com o anúncio de que o nascimento de Jesus significa a presença de “Deus conosco” (Mt 1:23) e termina com a promessa de Sua contínua presença conosco até Sua segunda vinda.
“Cristo não disse a Seus discípulos que sua obra seria fácil [...]. Assegurou-lhes que estaria com eles e, se fossem avante com fé, seriam protegidos pelo Onipotente. Ordenou-lhes que fossem valorosos e fortes, pois Alguém mais poderoso que os anjos – o General das hostes celestiais – estaria em suas fileiras. Ele tomou completas providências para a continuação de Sua obra, e assumiu a responsabilidade de seu êxito. Enquanto obedecessem Sua Palavra e trabalhassem em harmonia com Ele, não fracassariam” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 29).
Reflita sobre o significado da promessa da presença de Jesus com Seu povo até Sua segunda vinda. Como a certeza de que Ele está conosco deve nos impressionar a cumprir a comissão que recebemos Dele?
Sexta-feira, 21 de dezembro
Ano Bíblico: Hb 7–9
Estudo adicional
Leia, de Ellen G. White, “A Responsabilidade Individual e a Unidade Cristã”, p. 485-505, em Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos; “Unidade na Diversidade”, p. 483-485, e “Disciplina da Igreja”, p. 498-503, em Obreiros Evangélicos. Leia os artigos “Church”, p. 707-710, e “Church Organization”, p. 712-714, em Ellen G. White Encyclopedia.
“Princípios de boa liderança se aplicam em todas as formas de sociedade, inclusive a igreja. No entanto, o líder na igreja deve ser mais que um líder. Ele também deve ser um servo.
“Existe uma aparente contradição entre ser um líder e ser um servo. Como é possível liderar e servir ao mesmo tempo? O líder não ocupa uma posição de honra? Ele não manda e espera que os outros lhe obedeçam? Como, então, ele ocupa a posição mais baixa de um servo, de receber ordens e cumpri-las?
“Para resolver o paradoxo, devemos olhar para Jesus. Ele representou de maneira suprema o princípio da liderança servidora. Toda a Sua vida foi de serviço. E, ao mesmo tempo, Ele foi o maior líder que o mundo já conheceu” (G. Arthur Keough, Our Church Today: What It Is and Can Be; Washington, D.C. e Nashville: Review and Herald, 1980, p. 106).
Perguntas para discussão
1. Reflita sobre o líder que serve. Conhece líderes assim no mundo?
2. Leia Mateus 20:25-28. Como Deus entende o significado da palavra grande(Mt 20:26)? Como o mundo a compreende?
3. Se uma das funções dos líderes é preservar a unidade, o que fazer quando os líderes da igreja vacilam, quando sua humanidade os impede de ser um exemplo perfeito?
4. Por que é importante administrar a disciplina com um espírito de graça e amor em relação aos que erram? Por que Mateus 7:12 deve estar em nossa mente nesse processo?
Resumo: A boa organização da igreja é essencial para sua missão e para a unidade dos cristãos. Cristo é o cabeça da igreja, e os líderes devem seguir Seu exemplo ao conduzi-la. A unidade é preservada pelo ensino fiel da Palavra e pela fidelidade a ela.
Respostas e atividades da semana: 1. Cristo ama a igreja, é o líder dela e Salvador do corpo; a igreja é submissa a Cristo e purificada por Sua palavra para ser apresentada a Ele santa e sem defeito. A submissão é fruto do amor. 2. A. 3. Comente com a classe. 4. Jesus deu autoridade à igreja para aplicar a disciplina; a disciplina deve ter o objetivo de redenção, começando entre as duas partes envolvidas e, se necessário, envolvendo testemunhas e a igreja. Embora a disciplina seja necessária, ela deve ser aplicada com amor e misericórdia. 5. V; F. 6. Ir, fazer discípulos, batizar e ensinar. Incentive a dedicar a vida ao cumprimento da missão de acordo com seus dons espirituais.
Resumo da Lição 12
Organização e unidade da igreja
TEXTO-CHAVE: Mateus 20:26
O ALUNO DEVERÁ
Conhecer: As características da estrutura organizacional e hierárquica da igreja que ajudam a estimular a unidade.Sentir: Alimentar atitudes de humildade, amor e submissão voluntária em vez de buscar apenas os próprios interesses.Fazer: Apoiar tentativas de estimular a unidade na igreja.
ESBOÇO
I. Conhecer: Autoridade e unidade
A. Reconhecer a Cristo como o cabeça da igreja afeta as decisões e a autoridade da liderança humana?B. Por que Jesus insistia tanto em que os líderes espirituais não fossem nada parecidos com os do mundo romano que os cercava?C. Como a prática da igreja de disciplinar demonstra amor ao mesmo tempo em que preserva a pureza doutrinária e a unidade?
II. Sentir: Humildade versus orgulho
A. Que qualidades e atitudes da liderança promovem a unidade?B. Como essas atitudes afetam a motivação e a prática da disciplina na igreja?C. Como podemos encorajar as atitudes de humildade e submissão para com outros em lugar do orgulho e egoísmo?
III. Fazer: Encorajar a unidade
A. Que passos você precisa dar para auxiliar a liderança a manter a unidade da igreja?B. Como você pode usar seus dons espirituais para a edificação da igreja e para promover a unidade?
RESUMO: Os crentes reconhecem Cristo como o cabeça da igreja. Contudo, uma medida de organização humana é essencial para a missão e a unidade. Os líderes encorajam a unidade servindo com humildade, defendendo a verdade, aplicando disciplina redentiva e organizando a igreja para a missão.
CICLO DO APRENDIZADO
Motivação
Focalizando as Escrituras: Mateus 20:25-28
Conceito-chave para o crescimento espiritual: A estrutura organizacional da igreja auxilia a missão e a unidade quando se honra a direção de Cristo e quando os líderes demonstram amor, humildade e fidelidade.
Para o professor: O conceito de líderes exercendo poder sobre outras pessoas não está de acordo com o modelo de autoridade que Jesus demonstrou a Seus discípulos. Um líder cristão deve ser um servo humilde. Ao dar início à lição, enfatize o valor da liderança servidora e da humildade.
Discussão inicial: Mahatma Gandhi lutou pela independência da Índia da Grã-Bretanha nos primeiros anos do século 20. Como hindu devoto, valorizava e buscava a igualdade para todas as etnias e classes de pessoas. Vestia-se com uma simples tanga e tinha uma vida de voluntária pobreza, servindo os mais pobres e identificando-se com eles. Ofereceu-se para tratar aqueles que outros evitavam, como leprosos e portadores da peste pneumônica. Dedicado à resistência passiva, ele demonstrava humildade nas interações com os demais. Gandhi foi atraído à vida de Jesus, mas rejeitou o cristianismo, pois os cristãos não viviam como o Cristo da Bíblia.
Os cristãos foram chamados a servir. Embora Gandhi não fosse um cristão, ele praticava a liderança servidora ao servir os outros e colocar as necessidades deles antes das suas próprias.
Perguntas para discussão
O que tornou a liderança de Gandhi tão poderosa? Por que ele praticava a liderança servidora? Como a liderança servidora chama a atenção para a causa que o indivíduo representa?
Compreensão
Para o professor: Cada aspecto da estrutura hierárquica da igreja oferece uma oportunidade para se demonstrar amor, humildade e fidelidade que encorajem a unidade da igreja. Enfatize a importância da liderança de Cristo e da Sua disposição para servir ao examinar o papel dos líderes na igreja.
COMENTÁRIO BÍBLICO
I. Estruturas hierárquicas
(Recapitule com a classe Ef 5:23-27; Mt 20:25-28.)
A igreja é criação e propriedade de Deus, e tem Cristo como cabeça. Atua como representante de Deus na Terra com uma missão específica de demonstrar o caráter divino. A oração de Jesus em João 17 indica que a unidade entre os crentes contribui para o êxito da missão da igreja (Jo 17:20-23). A direção de Cristo é crucial tanto para a unidade quanto para a missão da igreja. Como cabeça do corpo (Cl 1:18), Jesus lhe confere identidade e é sua Fonte de vida. Portanto, dependemos Dele para existir e prosseguir como igreja. A metáfora da igreja como um corpo também nos recorda de que a cabeça dirige e governa a igreja. Sem ela, as outras partes do corpo não funcionam em conjunto, pois é ela que une e coordena a ação do corpo para cumprir sua missão.
Contudo, Cristo delegou parte de Sua autoridade à igreja, que funciona de forma mais eficaz quando há líderes humanos. Ellen G. White argumentou que a “ordem evangélica” dentro da igreja era “indispensável para levar a igreja à unidade da fé” (Primeiros Escritos, p. 100). Inicialmente, ela manifestou suas opiniões num momento crítico da história adventista, quando havia pouca organização dentro do movimento. A igreja existia em grupos congregacionais bem desconectados que careciam até da mais básica estrutura hierárquica. Isso criou um problema para a unidade e missão da igreja. A vulnerabilidade aos falsos ensinos era uma preocupação particular devido a mestres que tinham intenções peculiares e pessoais. Portanto, fazia-se necessário um chamado à ordem evangélica a fim de proteger a unidade.
No entanto, deve-se ter cuidado para entender o papel que os líderes desempenham na igreja. Eles são chamados a pôr em prática uma forma de autoridade que adota o serviço aos outros em lugar da dominação. Embora nem sempre esteja evidente nas traduções da Bíblia, Paulo e outros escritores do Novo Testamento evitaram descrever o papel dos líderes da igreja nos termos gregos comumente usados para delinear a função daqueles que tinham papéis de liderança no contexto secular. Além disso, os discípulos foram advertidos de forma específica a não liderar como os gentios (Mt 20:25-28).
O modelo de liderança servidora contribui para a harmonia e a unidade da igreja precisamente porque é humilde, altruísta e dá poder a outros. Líderes servidores dão o tom ouvindo e servindo em vez de exigirem que se faça tudo a seu modo. Seu foco está na missão da igreja e não em sua glória própria (ver 1Pe 5:2, 3). Líderes cristãos também contribuem para a unidade da igreja ao permanecerem em comunhão com Cristo, mantendo a verdade que nos une e valorizando relacionamentos saudáveis.
O texto de 2 Timóteo 2:15 também sugere que líderes precisam ser genuínos e corretos tanto no ensino da Palavra quanto na conduta. Devem manter-se firmes e fiéis à verdade, mas, ao mesmo tempo, precisam agir de acordo com o evangelho que pregam. O verdadeiro serviço se manifesta a partir de um relacionamento autêntico com Deus, firmado na verdade do evangelho.
Pense nisto: De que forma a autoridade de Cristo é visível na Igreja Adventista do Sétimo Dia? O que a liderança de Cristo sugere sobre o papel dos líderes humanos? Como a liderança servidora promove a missão da igreja?
II. Disciplina e unidade
(Recapitule com a classe Gl 6:1, 2; Mt 18:15-20.)
Mesmo com a melhor liderança servidora, ainda há momentos em que a disciplina se faz necessária para o bem do indivíduo e da igreja. Embora a disciplina na igreja pareça ter se tornado menos popular no século 21, ela desempenha um papel importante na manutenção da unidade.
Em seu livro Church Discipline: How the Church Protects the Name of Jesus [Disciplina na Igreja: Como a Igreja Protege o Nome de Jesus (Wheaton, Ill.: Crossway, 2012), Jonathan Leeman identifica quatro formas nas quais a disciplina é uma atitude de amor que protege a unidade da igreja enquanto ela avança em sua missão. Primeira: a disciplina na igreja demonstra amor pelo indivíduo ao ajudá-lo a reconhecer o erro e sua necessidade de arrependimento. A disciplina é redentiva por natureza e não meramente punitiva. Segunda: a disciplina demonstra amor pela igreja, pois tem como objetivo proteger do prejuízo e da tentação os novos ou fracos na fé. Terceira: a disciplina na igreja demonstra amor pelo mundo além de seus muros, ao permitir que a igreja proteja uma testemunha que demonstre de forma mais fidedigna o poder transformador do evangelho. Finalmente, a disciplina na igreja mostra amor por Cristo por meio da obediência e da salvaguarda de Sua reputação.
Pense nisto: Quando a disciplina é necessária? Por que algumas igrejas são reticentes em aplicá-la? Você concorda com a sugestão de Jonathan Leeman de que a disciplina é uma resposta de amor que protege o nome de Jesus? Por quê? De que forma a disciplina na igreja influencia a missão?
Aplicação
Para o professor: As perguntas para reflexão permitem que os professores enfatizem uma das duas áreas: (1) liderança servidora ou (2) a relação entre disciplina na igreja e amor.
Perguntas para reflexão
1. Os conceitos de autoridade e serviço são compatíveis?
2. O que motiva a liderança servidora?
3. Como conciliar as instruções de Jesus sobre não julgar outros com a necessidade de disciplina na igreja?
4. Qual é a sua opinião sobre a prática da disciplina na igreja? O que você tem observado condiz com as atitudes de amor esboçadas acima? Como podemos nos certificar de que a disciplina está sendo usada de forma redentiva?
5. Que diferenças deve haver na forma de lidar com pecados públicos e privados?
Criatividade e atividades práticas
Para o professor: É fácil limitar nossa reflexão a respeito da liderança servidora àqueles que possuem cargos, mas todos os membros são chamados a usar seus dons espirituais para servir à igreja. Fale sobre a função dos dons espirituais na edificação da igreja. Ajude a classe a compreender a necessidade de que todos os membros sirvam de maneira voluntária.
Atividades
Ouça uma seleção de músicas sobre servir aos outros e reflita sobre as letras. Em seguida, considere como você pode servir sua igreja e sua comunidade de forma prática. Há muitas músicas cristãs que falam do tema serviço, principalmente relacionado ao mundo além da igreja. Você pode analisar, por exemplo, hinos como “Se Cristo For Comigo”, “Hoje Ajuda a Alguém”, “Que Faria Cristo?” e “Mãos” (Hinário Adventista, 303, 315, 296, 324), e o cântico “Faz-me um Servo”.
Planejando atividades: O que sua classe pode fazer na próxima semana como resposta ao estudo da lição?
Nenhum comentário:
Postar um comentário